Reduza custos com qualidade: conheça a nova linha de mangueiras Inabor

Mangueiras Ultra

Sabemos dos desafios impostos pela Pandemia em todo o mundo e em todos os setores, isso acabou desestabilizando boa parte da economia e da população.

Em uma rápida visualizada nos dados do setor de leite verificamos o impacto causado pelos custos, principalmente pelos preços dos grãos da alimentação animal e também o consumo que foi afetado, devido à queda de renda de grande parte da população, seja pela falta de emprego ou pelas restrições causadas pela pandemia, que levou muitos empresários a fecharem os seus próprios negócios.

As indústrias vem sofrendo constantes desafios nesse período de pandemia e não sabemos exatamente até quando vai durar, seja pela falta de matéria prima no mercado e principalmente por excessivos reajustes de preços que os fornecedores vem repassando durante esse período, seja pela escassez, pela alta do dólar, pela alta demanda de matéria prima, enfim, diversos fatores que acabam sempre resultando em elevação de preços.

Inabor 1981

A Inabor diante desse quadro junto com seu departamento técnico foi em busca de alternativas para fabricar uma nova linha em seus produtos, com o intuito de buscar materiais que se adequassem a aplicação e que tivessem vantagens, sempre pensando na qualidade, mas também com grande preocupação no valor final.

Todas as linhas de mangueiras para ordenha da Inabor, seja para leite, vácuo ou condução de fluídos são produzidas com materiais totalmente isentos de ftalatos. Na produção de mangueiras para leite, é utilizado um material nobre que, além da ausência de plastificante ftalatos, é totalmente atóxico e indicado para uso em contato com alimentos. A fabricação das mangueiras segue um rígido padrão de processo produtivo conforme Sistema de Gestão da Qualidade, certificado pela Norma ISO 9001:2015.

A linha de mangueiras da Inabor, já contava com mangueiras de PVC e Silicone e, na linha de mangueira do leite também com a Mangueira “Dupla Camada”. Como é do conhecimento de todos, o preço do PVC disparou durante esse último ano. Com isso a Inabor foi atrás de uma opção alternativa e desenvolveu a linha de mangueiras “emborrachadas”, produto que sempre foi muito solicitado pelos clientes, mas que não tinha sido desenvolvido no passado por seu custo ser elevado. Porém, devido à elevação no preço do PVC e Silicone, agora foi possível desenvolver com um custo competitivo essa linha de mangueiras emborrachadas, também totalmente isentas de ftalatos, as quais tem as suas vantagens em relação as mangueiras de PVC:

  • Menor ressecamento
  • Melhor encaixe
  • Melhor mobilidade
  • Melhor durabilidade
Mangueiras

As mangueiras emborrachadas estão disponíveis nos modelos: 

  • Fina do vácuo  
  • Dupla do vácuo 
  • Grossa do vácuo

*Sempre bom lembrar, sobre as trocas das mangueiras conforme protocolo, o indicado para as mangueiras de leite é sempre trocar a cada 6 meses ou 2500 ordenhas (quando de PVC) o dobro do tempo para as mangueiras de Silicone. Para as mangueiras do vácuo, podem ser trocadas 1 vez por ano ou 5000 ordenhas. Apesar das mangueiras emborrachadas terem uma maior resistência é bom sempre respeitar essa periodicidade de trocas.

Consulte sua revenda sobre essa novidade que poderá resultar num bom resultado na ordenha, com um bom custo benefício, em meio a mais um ano tão desafiador.

Boa Lactação!!!

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário – CRMV-RS 8457

Consultor Técnico 

Importância da Manutenção do Equipamento de Ordenha

Neste texto abordaremos um assunto técnico, porém, trazendo uma linguagem direta para um fácil entendimento de todos os leitores. Todos os processos produtivos, independente do segmento são formados por várias etapas, sendo cada etapa de extrema importância para resultado do processo como um todo.

Na pecuária de leite não é diferente, possui várias frentes que devem ser observadas, como o cuidado com os animais, as principais estrelas da propriedade, mas também no que tange a sua alimentação, tendo aqui preocupação com preparo da terra, semeadura, desenvolvimento, colheita e armazenagem.

Inabor 1981

No leite, temos nossa colheita realizada diariamente e geralmente em dois turnos, em alguns lugares até três turnos, entretanto o cuidado com um dos equipamentos mais utilizados por vezes se encontra esquecido ou é protelado as suas necessidades de manutenção, veremos a seguir.

Não é incomum encontrar pelo Brasil ordenhadeiras mecânicas instaladas de maneira que privilegiam a operação por parte dos ordenhadores esquecendo a necessidade do animal para um bom desempenho da ordenha. As salas de ordenha muitas vezes são prédios adaptados e não projetados para um bom funcionamento, com bom fluxo para os animas, para a ergometria do operador, assim otimizando a funcionalidade da ordenha.

Ordenha

Conhece-se o principio do funcionamento da ordenha mecânica que trabalha por diferença de pressão, assim conseguindo quebrar a pressão do úbere e extrair o leite, sendo que a ausência de ar nas tubulações é produzida pela bomba de vácuo que já falamos em outro texto, mas vale lembrar que o tamanho da bomba dependerá do numero de conjuntos de ordenha que iremos utilizar, mais informações sobre bomba de vácuo veja em outro texto já publicado aqui no site (Sistema de Ordenha e seu Dimensionamento).

O principal combustível da ordenha é ausência de ar, ou produção de vácuo relativo na tubulação, para que possamos extrair o leite devemos alternar o vácuo com ar. Isso gera uma simulação de massagem e o leite é extraído sem agressividade ao teto do animal.

Pulsador

Neste momento entra em ação um componente muito importante, o pulsador. Esse dispositivo é responsável em alternar o vácuo/ar,promovendo abertura e fechamento da teteira no teto do animal e o que devemos saber é o seguinte:

Todo pulsador para alternar a pressão, sejam eles alternados ou simultâneos, estão ligados à rede principal de vácuo e ambos são conectados aos coletores por mangueiras. Nos alternados elas são duplas e nos simultâneos são simples, em ambos os sistemas a capacidade de alternar vácuo/ar é limitada em decorrência da capacidade dos pulsadores produzirem um pulso até a teteira. Como já vimos em textos anteriores, para facilitar a operação são utilizadas mangueiras compridas que alcancem os animais mais distantes, geralmente em sistemas balde ao pé que ainda é o mais utilizado no Brasil, mas também não raro ver em ordenhas canalizadas linha média, aquela em que o mesmo conjunto de ordenha atende os dois lados da sala de ordenha pendulando de um lado a outro conectado ao tubo do leite no centro do equipamento ou do fosso de ordenha.

Ordenha e mangueiras

O pulsador tem conexão com a mangueira de um diâmetro de 7,0 mm no alternado e 9,5 mm no simultâneo, mas por que isso importa?

O pulsador conseguirá alternar vácuo/ar de forma a levar um pulso até a teteira se a mangueira estiver com comprimento máximo de 2,80 a 3,00 metros, caso for maior a perda de efetividade aumenta a cada aumento do comprimento da mangueira, assim não contribuindo para uma boa massagem, causando por fim uma ordenha de baixa qualidade podendo vir afetar a saúde animal e por consequências causar prejuízos.

As mangueiras sofrem desgastes durante o tempo de uso e as mesmas devem estar integras, pois aqui temos vácuo/ar alternado, se houver uma entrada de ar seja nas conexões ou rachadura, quando deveríamos possuir um vácuo estável, com entrada de ar já não possuímos mais e por consequências prejudicamos o trabalho da teteira e por fim o animal é quem sente.

O mesmo pode ocorrer na mangueira de leite que está conectada ao coletor de leite e ao tarro/latão, ou tubo de leite e levam o leite através da força do vácuo, se a mesma estiver muito comprida e tiver voltas (loops) a eficiência do despacho do leite cai bastante e o tempo de ordenha aumenta bastante expondo o teto ao vácuo por mais tempo que o necessário.

Observem, que falamos de mangueiras e comprimentos das mesmas como afetam o desempenho do equipamento de ordenha, isso gera os famosos “boletos invisíveis” pagamos sem saber onde está o gargalo.

Portanto, a correta instalação e manutenção do equipamento de ordenha são imprescindíveis para uma boa colheita de leite, pois podemos estar diminuindo a eficiência em outras frentes como genética, nutrição e sanidade do rebanho, por falta de atenção ou até desconhecimento de fatores simples que podem interferir em nossos resultados finais da produção de leite.

Avaliação dos parâmetros de equipamentos de ordenha

Realizar as trocas dos componentes dentro dos prazos e de maneira correta, auxilia em muito o desempenho do equipamento de ordenha e por isso a importância da manutenção. Os técnicos de ordenha hoje em dia podem scannear o equipamento de ordenha durante a ordenha, ou seja, em tempo real e avaliar os parâmetros dos equipamentos e realizar ajustes necessários, melhorando o desempenho do equipamento e preservando a saúde animal,evitando assim prejuízos na produção.

Boa lactação!

Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário

Ferramenta Nova Para Gestão na Pecuária Leiteira

Já não é de hoje essa demanda, há muito tempo é um desejo do produtor de leite possuir certa previsibilidade do seu negócio de forma prática e simplificada, sem ter que analisar vários relatórios do segmento que são apresentados em vários meios de comunicação especializados no setor.

O Conselho Paritário Produtores e Indústria de Leite do Estado do Rio Grande do Sul, vêm preparando um projeto que há anos vem sendo gestado e foi apresentado ao Conseleite o plano de criação de um indexador de custo de produção do leite no Rio Grande do Sul, a metodologia que foi apresentada ao colegiado, vem sendo desenvolvida pela Emater em parceria com o Departamento de Economia e Estatísticas do governo do Estado.

A ideia é ter um levantamento robusto com dados coletados em todo o Rio Grande do Sul. O indexador seguirá o sistema de outros indicadores de preço. A expectativa é que, em um primeiro momento, o levantamento seja avaliado internamente e que a divulgação oficial ocorra ainda em 2021. Sendo que a partir de agora a proposição entra em fase de ajustes finos e o índice deverá ser divulgado mensalmente e deverá refletir a realidade do campo.

O índice é capaz de estabelecer, seguindo os níveis de variação do mercado, o poder de compra de uma moeda e segundo os pesquisadores responsáveis pela criação, desde já estão bem estabelecidos os diferentes valores que compõe o indexador, como serviços e insumos que formam o custo ao produtor. Tipo alimentação animal, mão de obra, medicamentos, combustíveis e energia elétrica.

Ainda existirá uma segunda etapa do projeto que será a identificação dos produtos e das quantidades utilizadas no sistema de criação dos animais e coleta de leite para pesquisa dos preços no mercado, a ideia da Emater nessa fase é de aplicar questionários junto a cooperativas e comercio varejistas.

Autoridades representantes do setor lácteo gaúcho comemoram a inciativa e o projeto ainda mais capitaneado por instituições competentes que estão elaborando o índice através de um levantamento técnico e metodológico.

“Esse é um projeto antigo dentro do Conseleite e será mais uma ferramenta, junto com o valor de referência, para que o setor possa avaliar e planejar as suas ações e auxiliar principalmente o produtor que tanto necessita de uma previsibilidade”, colocou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

A notícia, informou o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, é um grande avanço na compreensão sobre a rentabilidade da atividade leiteira.

Aguardamos os avanços desta ferramenta que certamente será de grande valia ao produtor de leite em seu planejamento.

Boa lactação!

                                                                                    Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário

O que esperar do leite em 2021

Estamos vivendo tempos um tanto diferente do que anos anteriores onde convivíamos e realizávamos nossas tarefas diárias sem receio. Entretanto, o ano de 2020 nos brindou com um acontecimento que mudou o mundo, já nos meados de março fomos atingindo por um vírus, uma pandemia, o Corona vírus mudou o mundo e o comportamento da sociedade de modo geral.

Tivemos que entender e compreender que algumas atitudes que antes eram normais do nosso cotidiano deveriam agora estar cercadas de atenções e cuidados, tivemos que incorporar o uso da máscara, o álcool em gel e principalmente manter distanciamento social para preservar a nossa saúde e a saúde do próximo. Com isso uma série de restrições e medidas foram tomadas, inclusive medidas que interferiram nas atividades econômicas do país, causando uma série de contratempos de ordem financeira.

Contudo, uma atividade que nunca parou e precisou manter seu ritmo foi o agronegócio, entre todas as mudanças na sociedade causada pela pandemia, uma segue igual que é alimentação, item de primeira necessidade andando junto com a saúde. Entre esses itens encontramos nosso amado “leite”, que logo no inicio da pandemia teve certa retração, mas logo em seguida foi se recuperando e mantendo o seu consumo capitaneado pela maior permanência das pessoas em casa e com a ajuda do auxílio emergencial, que provendo renda num momento delicado para grande parte dos brasileiros contribuiu também para o consumo lácteo.

Se pelo lado do consumo no varejo esteve promissor o produtor teve e tem seus desafios na produção assim como a indústria que passa pelos seus desafios para conseguir atravessar esse período de pandemia.

No campo o grande desafio está na alimentação do rebanho principalmente dos que utilizam concentrados e silagem, os preços dos grãos estão muito atrativos e exportações dos mesmos em alta, impactando nos preços internamente assim elevando custos de produção.

Para a indústria, a falta de matéria prima e alta demanda de produção com a retomada da economia, elevou o preço de produção com isso elevando o preço para o consumidor.

O ano que começou nos dá uma certeza que o consumo existirá logo o mercado lácteo estará em plena atividade, e o que devemos esperar de 2021?

Muito trabalho para que possamos ajustar a produção com seus custos e manter uma margem positiva para fazenda não é tarefa fácil, entretanto, há alternativas e tecnologias para que possamos manter o negócio em pleno funcionamento, para isso devemos estudar o mercado, planejar a produção e por em pratica as estratégias de trabalho.

Desejamos a todas as fazendas uma excelente lactação que ao final de 2021 possamos estar todos vacinados, livres do vírus e que possamos voltar a velha normalidade o mais rápido possível.

Que o ano de 2021 seja muito melhor do que o ano que passou, para todos.

Boa lactação!

                                                                                      Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário

Sistema de Pulsação na Ordenha, importância de um bom funcionamento.

Um sistema de pulsação bem configurado com o funcionamento adequado nos acarreta uma série de benefícios ao rebanho e a ordenha, o que nos permite:

· Ordenhar as vacas no menor tempo possível

· Minimizar o desconforto e dor sentido pela vaca ao fim do fluxo de leite

· Minimizar o acumulo de líquidos no tecido quando não há fluxo de leite.

A obtenção de uma pulsação correta nos permite manter a alta taxa de fluxo no teto enquanto estimula o fluxo de leite. Sendo assim, o sistema de pulsação nada mais é que um dispositivo que permite mudanças cíclicas de pressão (troca de ar & vácuo) na câmara formada ao redor da teteira no interior da capa metálica. Esse diferencial de pressão faz com que a teteira abra permitindo que o leite escorra e depois feche novamente ao redor do teto, massageando o tecido e reduzindo a congestão. Além do pulsador, possuímos uma série de acessórios conectados a ele como: tubo de vácuo e seus conectores, mangueira flexível de pulsação que conecta o pulsador a câmara de vácuo entre a teteira e a capa metálica.

Relembrando que o objetivo da pulsação é limitar a quantidade de congestão e edema que ocorre nos tecidos do teto durante a ordenha mecânica e pode causar desconforto e congestão com possibilidade de danos na extremidade do teto (hiperqueratose). Uma boa pulsação estimula uma boa descida do leite.

Os pulsadores são pneumáticos podendo ser eletrônicos ou mecânicos. É importante atentar sempre para o número de coletores conectados ao pulsador pois afetará a pulsação, sendo que a pulsação pode operar de duas maneiras no teto;

*Simultâneo (4×4) o estimulo ocorre nos 4 tetos

*Alternado (2×2) alternam o estimulo em 2 em 2 tetos.

Os pulsadores simultâneos utilizam geralmente mangueiras flexíveis para conexão, com diâmetros variando entre 8-9 milímetros, já os alternados utilizam mangueiras flexíveis para conexão com diâmetros variando entre 6-8 milímetros. Essas mangueiras são de fácil identificação, no simultâneo uma via somente e no alternado 2 vias, também conhecidas como dupla do vácuo.

Para nível de melhor entendimento dividimos o funcionamento do pulsador em duas partes em um ciclo de pulsação:

Ciclo de pulsação compreende as 4 fases denominada fases A+B+C+D sendo A e B também chamadas fase do leite e a C e D fase sem leite, o que ocorre de fato é:

Fase do leite ou aberta ou fase A e B: nessa fase a câmara de pulsação entre capa metálica e teteira se encontra com vácuo, assim promovendo a abertura da teteira expondo o teto ao vácuo, o leite por diferencial de pressão onde alta pressão no úbere para o local de baixa pressão o coletor de leite que está conectado ao vácuo do sistema.

Fase do repouso ou fechado ou fase C e D: nessa fase a câmara de pulsação entre capa metálica e teteira admite ar atmosférico aumentando a pressão da câmara de pulsação para a mesma da atmosfera assim ultrapassando a pressão do vácuo interna fazendo com que a teteira colapse ou feche em torno do teto com fluxo diminuindo e até cessando por curto período.

Pulsadores possuem normalmente duas configurações que são chamadas de taxa de pulsação e relação de pulsação, a taxa de pulsação é o número de vezes que o pulsador passa por um ciclo completo de abertura e fechamento por minuto, medida em pulsos por minuto(ppm). Já a relação de pulsação é a porcentagem do tempo em que o pulsador está na fase de ordenha (aberta) em comparação com a fase de repouso (fechada).

O ajuste ideal dos pulsadores geralmente são nas faixas para taxa de pulsação de 50 a 60 ppm e numa relação de 60/40 até 70/30. Sendo que na relação de pulsação o primeiro número se refere a fase aberta e o segundo número refere a fase de fechada. Portanto a relação de pulsação ideal maximiza a duração da fase do leite, garantido tempo de descanso suficiente para evitar o congestionamento ou danos na ponta dos tetos.

Pesquisas mostram que a fase D do ciclo de pulsação deverá ser de pelo menos 150 milissegundos ou 15% do ciclo com uma taxa de pulsação de 60 ppm para oferecer descanso adequado e minimizar ou diminuir os riscos de mamite.

Manutenção dos Pulsadores:

Limpe regularmente os filtros de ar dos pulsadores, a linha de vácuo (tubo de vácuo) onde estão conectados os pulsadores não possuem conexão com a linha de lavagem devendo ser limpos ao menos uma vez a cada 12 meses e para quem oferece ração na ordenha o cuidado é redobrado. Realize a manutenção, trocas dos componentes de acordo com a instrução do fabricante. Quanto aos pulsadores eletrônicos, necessitam geralmente novos kits de funcionamento a cada 2.000 a 4.000 horas dependendo do modelo.

Falhas comuns na pulsação:

A pulsação inadequada é uma das principais causas para o baixo desempenho de ordenha ou alta incidência de mamite. Essas são ocorrências que podem auxiliar no diagnostico de falha de pulsação ou mau funcionamento do equipamento.

Taxa de deslizamento dos conjuntos de ordenha alta, deslizamento das teteiras, comportamento irritável dos animais, chutando o coletor de leite durante a ordenha, ordenha incompleta das vacas e tempos de ordenha muito longos, lentos, são sinais para verificação do sistema de pulsação.

Não é incomum observar sistemas de ordenhas com as mangueiras de leite em suas extensões muito longas, sendo esse um fator que prejudica o desempenho da pulsação. Portanto é importante sempre estar em contato com o provedor de serviço de ordenha para uma melhor regulagem e uma eficiente manutenção e evitar contratempos.

Boa Lactação!!!

                                                                                                          Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário – CRMV-RS 8457

Consultor Técnico